quarta-feira, 22 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
OS NOMES
O poeta dedicou-lhe um poema:
Tão Linda e Serena e Bela

Tão lenta e serena e bela e majestosa
vai passando a vaca
Que, se fora na manhã dos tempos, de rosas a coroaria
A vaca natural e simples como a primeira canção
A vaca, se cantasse,
Que cantaria?
Nada de óperas, que ela não é dessas, não!
Cantaria o gosto dos arroios bebidos de madrugada,
Tão diferente do gosto de pedra do meio-dia!
Cantaria o cheiro dos trevos machucados.
Ou, quando muito,
A longa, misteriosa vibração dos alambrados...
Mas nada de superaviões, tratores, êmbolos
E outros truques mecânicos!
Mario Quintana
Foto: A rua onde eu nasci.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Vales
Na época em que trabalhava na Editora Globo ele andava sempre duro. O salário terminava bem antes do fim do mês, vivia pedindo vales de adiantamento. Em determinado dia, o caixa chiou:
- Mas seu Mario, o senhor já tem um monte de vales!
Quis saber, com aquele sorriso maroto:
- Afinal, são vales ou são montes?
Do livro “Ora Bolas – O humor cotidiano de Mario Quintana” de Juarez Fonseca
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