segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Apontamentos de história Natural
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Identidade

Em 1986, ano dos seus 80 anos, ele caminhava bastante, por recomendação médica. Andava pela André da Rocha, a rua do hotel Porto Alegre Residence, onde vivia, e pelas imediações. Nessas caminhadas simpatizou com uma arvorezinha plantada na calçada. Frágil e sem proteção, logo seria quebrada. Achou que alguém precisava cuidar da árvore e tanto fez que sua sobrinha Elena resolveu ligar para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Informado sobre o autor do pedido, o secretário determinou que providenciassem uma grade e aproveitou para promover uma cerimônia de inauguração, tendo o Quintana como padrinho da árvore. Durante a solenidade, um repórter de TV quis testar os conhecimentos de botânica do poeta:
- Qual é o nome dessa árvore?
- Eu não sei. Mas ela também não sabe o meu...
Dias depois Quintana deu um nome à afilhada: Gabriela.
Do livro: Ora Bolas - O Humor Cotidiano de Mario Quintana - Juarez Fonseca - Artes e Ofícios
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Meias de lã

Dona Mafalda Veríssimo, viúva de Érico, mãe de Luis Fernando, é uma grande tricotadora. Mario freqüentava a casa deles, como um dia disse Érico, “sempre que queria”. Uma especialidade de Dona Mafalda: meias de lã. Fazia muitas e dava de presente a Mario. Estava certa: um homem solteiro, morando em hotel, vítima de uma das piores coisas do inverno gaúcho que são os pés gelados. Quem consegue pegar no sono com os pés gelados? Maternal, ela enchia Mario de meias. Muitas meias. De todas as cores. Até o dia em que ficou sabendo de um comentário dele, feito para mais de uma pessoa:
- Essa Mafalda tem cada uma... Deve estar pensando que eu sou uma centopéia...
Do livro: Ora Bolas - O Humor Cotidiano de Mario Quintana - Juarez Fonseca - Artes e Ofícios
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Relógio
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Viver

Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!
Mario Quintana - Baú de Espantos
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sábado, 13 de novembro de 2010
Delícia de ...
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