
- O mais triste, do vento do deserto é que é um vento analfabeto – dizia um vento da cidade a uma tabuleta oscilante.
- Não – rinchava a tabuleta – o mais triste do vento do deserto é que ele não tem recordações.
- Sempre sentimental, essa velha pintada...
- pensou consigo o vento da cidade, passando adiante.
O vento da cidade era um pedante.
O lampião da esquina não dizia nada: ardia de febre.
Mario Quintana - Caderno H
Bonito Poema... Sua foto está lindíssima, Estela...
ResponderExcluirBeijoooooo
Uhm... Acho q sou o lampião da esquina. Rs
ResponderExcluirBj